Rio Eufigênio

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Mensagem por The Alpha em Qua Fev 18, 2015 9:44 am




rio entre árvores

valeu @ carol!

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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Maya Dimitria Montgomery em Qua Fev 18, 2015 9:00 pm



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Eu conseguia ver a fumaça deixar a minha boca, o quente vapor que contrastava com o frio que fazia naquele dia na floresta. Eu estava confusa demais ainda, eu me perguntava quem diabos era Christopher e como ele pretendia me ajudar sendo que havia cerca de dez dias após nosso último encontro e eu não tinha sequer sinal dele. Era tudo muito estranho ainda, demorava demais para que eu pudesse me acostumar. Eu ouvia demais, sentia demais. O barulho que meus pés faziam ao se encontrar com as folhas caídas era alto demais, como tambores soando em minha cabeça e todos os pássaro, vento e até o mais silencioso dos insetos não se passava despercebido por mim. Eu era uma máquina de caça, eu sentia isso por mais bizarro que fosse e eu tinha medo. Eu tinha medo de que acontecesse a mesma coisa que quase aconteceu na última lua cheia: Eu tinha medo de me tornar uma assassina.
Agora estava eu ali, uma menina de apenas dezesseis anos parada no meio de uma floresta, sentindo o frio absurdo que fazia naquela tarde. Talvez as pessoas achassem arriscado uma garota entrar sozinha na reserva de Beacon Hills, mas era exatamente por conta disso que eu estava ali. Eu sabia que Christopher não era humano, mas isso era todo o conhecimento que eu tinha a seu respeito. Eu queria saber mais, tinha sede por mais, eu queria saber o que fazer comigo e como controlar meus poderes. Será que eles eram biológicos ou coisa do tipo? Eu não me lembrava de ter sido mordida algum dia em minha vida, como ele me perguntou na noite em que me encontrou suja de terra e com folhas em meus cabelos, tentando assassinar um par de crianças. Eu acho que era simplesmente assim, mas por alguma razão, eu só estava sentindo os efeitos da minha mutação agora.
Suspirei, sentindo o frio me tomar e cobrindo-me melhor na enorme manta que eu vestia. Me sentei sobre uma pedra e observei o rio quase congelado correr, imaginando como eu daria tudo por um maldito verão naquele momento. Eu provavelmente estaria nadando, fazendo alguma coisa, mas não. O frio estava ali e congelando tudo em seu caminho. Sempre achei que havia algo triste no inverno, algo mórbido que nunca gostei. Ao contrário da minha melhor amiga, preferia muito mais um sol brilhando alto e queimando minha cabeça. Me perguntei por um momento onde estaria Aubrey também. Provavelmente ela estaria na escola enquanto eu matava aula inutilmente, esperando por um homem que eu sequer sabia se iria aparecer ou não. Olhei em volta e prendi a respiração esperançosamente.
-Christopher?
Chamei, sentindo-me ridícula por isso no mesmo minuto. Soltei um suspiro irritado e então peguei os fones de ouvido em minha mochila, colocando-os em minha orelha e ligando o som no volume mais baixo possível, porém o suficiente para abafar os sons externos que estavam começando a me irritar. Eu poderia simplesmente sair daquele lugar, ir para um café e tomar uma bebida quente, voltar a ter minha vida cotidiana, mas eu tinha muitas perguntas ainda e nenhuma delas parecia ter uma resposta. Aquilo era tudo o que me restava: Sentar e esperar enquanto o som do Metallica invadia a minha mente.
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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Lorenzo G. Griffith em Qua Fev 18, 2015 10:32 pm


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A
s dores do corpo nada se assemelham as dores da alma. Aquele mês passará rápido, maldito mês que passará rápido. Minha mente quase se esquecerá daquele maldito sentimento. Em meio a floresta corria para tentar extravasar alguma fúria, depois de um dia inteiro procurando meus parentes, a tarde fria soprava com toda a força mostrando que tudo que eu ia encontrar por ali era talvez uma noite gélida mais tarde.

A solidão é como um espelho para a alma, demonstrando os demônios mais escondidos que habitam em nosso ser. Malditos parentes. A dias nenhuma informação era dada sobre Black ou qualquer outro de meus familiares, boatos remetiam que os Griffth’s teriam abandonado a cidade; medrosos malditos! Sentia que não tinha mais nada no que acreditar, o mundo de fato é um palco para os maiores espetáculos, e eu? Eu era o que sobrou dos últimos meses, o que sobrou em meio ao caos que pairava sobre a vida de alguém, eu havia perido a minha família para o medo, mas eu não, eu não fugiria ou me esconderia.

Trajando uma jaqueta negra de couro, blusa branca, calça jeans e um par de botas militares, alisava o cordão militar em meu pescoço — Malditos — murmurava comigo mesmo — Onde inferno se enfiaram.

Me perdia em devaneios de uma mente perturbada por tudo que conhecia, e principalmente pelo que não conhecia, meu pai havia me ensinado tudo que precisava saber, mas eu ainda não havia ensinado isso aos meus irmãos menores, não suportava a ideia de que eles estivessem agora perdidos graças a um padrasto meio louco, minha mãe havia tomado muitas decisões erradas nos últimos anos, mas se casar com aquele homem era a mais idiota delas, toda vez que pensava naquele ser repugnante minha sede de sangue apenas aumentava, a vontade de dar fim a sua existência medíocre. Mas não era a hora certa para fazer isso, minha mãe precisava dele, era o último respingo de esperança eu seus olhos e eu não podia dar um fim a aquilo.

Meus devaneios e imagens sobre a morte do meu padrasto foram interrompidos pelo instinto, tinha alguém por perto, eu podia jurar, o cheiro de perfume adocicado no ar, um cheiro bom que não se misturava aos cheiros comuns da floresta. Não poderia ser algum caçador e se fosse era completamente inexperiente, não estava camuflado e muito menos sabia o que estava fazendo, eu continuava seguindo o cheiro a fim de saber do que se tratava, alguém provavelmente perdido em meio a reserva e aquele não era um bom lugar para se perder.

Caminhei em meio as arvores tentando me camuflar como podia por pelo menos uns dez minutos até finalmente notar do que se tratava, uma garota? Àquela altura da tarde? Com certeza devia ser uma turista, ninguém que tivesse juízo ia caminhar assim àquela hora, na minha cabeça pairava a interminável dúvida entre me aproximar ou não, mas meu instinto me dizia para confiar e como um bom animal eu vivia o seguindo quase sempre. Ela com certeza poderia ouvir alguns galhos se quebrarem quando comecei a me aproximar, ainda pelas suas costas sem que ela me visse, com um típico sorriso meio perdido no rosto.

— Ei moça — gritava — Está perdida por acaso? Alguém deveria ter lhe dito que esse não é um bom local para fazer caminhadas


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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Maya Dimitria Montgomery em Qua Fev 18, 2015 10:50 pm



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Frio, eu sentia um frio do demônio e estava começando a ficar levemente irritada com toda a demora. Meus fones de ouvido ainda estavam ligados contra minhas orelhas e minhas mãos ainda estavam concentradas em trocar a música do iPod, tendo os dedos doloridos pelo contato direto da pele com o clima tão frio. Eu estava perdendo a paciência, não queria mais esperar. Estava sentada sobre aquela pedra há pelo menos uma hora e estava começando a ficar realmente entediada e frustrada. Christopher havia dito que iríamos nos ver de novo, mas onde diabos ele estava agora? Por que ele não havia aparecido desde a noite em que eu havia descoberto o que eu era? Aquilo era irritantemente vago e as dúvidas em minha cabeça só faziam com que ela latejasse mais. Eu estava cansada, eu queria saber como controlar a maldita audição apurada e minha raiva constante. Eu queria voltar a ser a mesma Maya de alguns dias atrás.
Minha atenção foi totalmente tirada quando senti um cheiro diferente. Nada como os pinheiros, o cheiro adocicado do rio ou das plantas ali, era um cheiro diferente, também diferente do que os meus amigos na escola tinham. Arranquei os fones do meu ouvido e parei por um momento, olhando em volta e tentando encontrar alguma aproximação. Meu coração batia forte e senti certa ansiedade tomar conta de mim. Seria Christopher? Seu cheiro definitivamente não era humano e ele era também silencioso demais para ser uma pessoa comum. Ouvi galhos se quebrando conforme os passos se aproximavam e assim que a sombra surgiu sob as árvores, abri um sorriso largo. Era um homem, mas assim que ouvi sua voz e que sua imagem se tornou nítida, foi como se todas as minhas esperanças tivessem desabado de uma vez só. Bufei em completa impaciência, sentindo uma onda enorme de frustração me tomar.
-Bem, parece que estou caminhando por acaso? -Perguntei irritada, referindo-me ao fato de eu estar sentada em uma pedra. Soltei um suspiro alto e balancei a cabeça, tentando acalmar meus nervos. -Desculpe... -Falei por fim, dessa vez em um tom mais baixo. -Você não era quem eu esperava encontrar. Mas é claro, como eu sou burra! Qual a chance de encontrar um cara misterioso quando só se tem o nome dele? Isso se ele se chamar Christopher mesmo.
Revirei os olhos, me colocando de pé e agarrando a mochila da escola, jogando uma de suas alças sobre um dos ombros. Parei por um momento para só então prestar atenção no rapaz diante de mim e foi exatamente nesse minuto que tive a certeza de que não o conhecia. Seus olhos eram extremamente azuis e seus cabelos tinham um tom de loiro escuro. Seu corpo era atlético, farto de músculos e não posso negar o fato de que ele era realmente atraente. Eu definitivamente me lembraria se tivesse esbarrado com um rapaz desses um dia. Ainda assim, um encontro com um estranho na floresta não me parecia uma boa ideia, mesmo que essa tenha sido minha intensão inicial. Christopher era um estranho, certo? Eu só poderia estar ficando louca.
-Quer saber? Você tem total razão. -Dei de ombros, apontando para trás do meu ombro com o polegar. -É melhor eu ir pra casa. Eu nem quero saber o que está fazendo na floresta sozinho, se está escondendo um corpo ou esperando pelo seu homem misterioso também. Seja como for, foi um prazer.
Dei de ombros, erguendo a mão em uma espécie de aceno, conforme me virava para continuar meu caminho de volta à saída da reserva. Era uma ideia idiota de qualquer forma, eu devia saber que não daria certo desde o princípio. Agora eu havia perdido aula, provavelmente estaria enrascada quando chegasse em casa e sabia que havia deixado todos os meus amigos preocupados comigo. Eu não costumava cabular aula porque eu simplesmente não podia me dar ao luxo de piorar minhas notas, caso contrário eu teria que desistir do time de lacrosse, o que era um pesadelo só de pensar. Ainda assim, alguma coisa naquele rapaz me intrigava, algo que tentei ignorar conforme comecei a trilhar meus passos. Ele parecia ser humano, mas ele não cheirava como um. Eu sabia que era perigoso rondar por aí com todos os tipos de criaturas a solta, mas quem era ele? Novamente perguntas voltaram a rondar minha mente, mostrando que minha ida à floresta havia sido pior ao invés de ajudar-me a sanar algumas malditas dúvidas.
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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Lorenzo G. Griffith em Qua Fev 18, 2015 11:10 pm


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O
sorriso se tornou um reflexo natural percebendo a fúria da moça, eu não me lembrava de ter encontrado ninguém na floresta a algum tempo. Por algum motivo aquele nome não me era estranho, mas não estava disposto o suficiente para forçar minha mente a lembrar de quem era, balancei a cabeça negativamente soltando uma risada.

— Bom, se você estivesse perdida — comecei a caminhar em sua direção com calma — Eu diria que posso te ajudar. — olhei ao redor pensando sobre o que levaria uma garota bonita como aquela a reserva, o tal homem deveria com toda certeza ser importante para ela — E não, eu não estou escondendo corpos, sou daqui e adoro esse lugar desde pequeno, me faz lembrar meu pai.

Ao perceber seu rubor de raiva gargalhei de leve, percebi o quão estranha era aquela situação, mas percebi também outra coisa, dado o cheiro que emanava de seu corpo ela definitivamente não era uma garotinha indefesa, o que por uma parte era bom por que eu podia ter a certeza de que ela estava bem e podia se proteger caso alguém aparecesse e tentasse lhe fazer mal, mas por outro lado era completamente ruim, ela não sabia se camuflar não evitava que sua presença fosse notada e isso a noite em meio a reserva poderia ser muito ruim, pensei por um instante e resolvi o melhor a fazer, me aproximei dela ficando a um passo de distância e removi a jaqueta de couro do corpo.

— Talvez esteja certa, é melhor não ficarmos aqui até a noite. Nenhum de nós dois — disse repousando a jaqueta sobre seus ombros — Aqui, pegue... Está frio e não queremos que você fique doente não é mesmo? — sorri para ela com certa tranquilidade — Me sentiria mais seguro se me pudesse te acompanhar, será que isso seria um incômodo para você?


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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Maya Dimitria Montgomery em Qui Fev 19, 2015 8:35 am



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Qualquer pessoa que tentasse ter uma saída evasiva de uma floresta e fosse abordada como um estranho como eu fui, provavelmente piraria e ficaria apavorada com a situação. Mas eu não. Acho que havia passado por um número tão amplo de situações perigosas que por hora, um estranho me oferecer um casaco no meio da floresta deserta não me parecia loucura ou ameaçador. Eu estava realmente com frio, mas me senti mal em pegar a jaqueta de couro dele quando eu tinha praticamente uma manta enrolando meu corpo e agora tudo o que ele vestia era uma camiseta de mangas curtas. Estávamos em cerca de três graus negativos, ele ia congelar.
-Não precisa do casaco, vou ficar bem. -Garanti, pegando a jaqueta dos meus ombros e colocando-a cuidadosamente sobre os dele. -Mas obrigada mesmo assim. -Dei de ombros, levando as mãos aos bolsos do jeans, sentindo certo nervosismo quando ele sugeriu que gostaria de me acompanhar. Eu não sabia o que ele era e quem ele era, mas eu sabia que existiam muitas outras criaturas lá fora que eram perfeitamente capazes de me matar com um estrago muito maior que um dia eu poderia sonhar fazer. Senti um frio na espinha, mas algo naquele homem... Algo era quase confortante a respeito dele. Era loucura, mas poderia eu me sentir confortável ou até segura perto de um estranho? Senti meu estômago embrulhar ao me lembrar da minha breve conversa na noite em que encontrei Christopher:
-Você não pode simplesmente sair por aí lidando com uma coisa dessas sozinha. Você disse que é adotada, então suponho que não conheça ninguém que possa de ajudar com suas habilidades... Nós vamos nos encontrar de novo e eu vou te mostrar como fazer de tudo isso natural para você. E depois disso você precisa de um bando. Um ômega não sobrevive nos dias de hoje, são fracos demais. Você precisa de um alpha, um líder da alcateia.
Eu lembro como eu tremia naquela noite, como eu estava assustada e como tudo o que eu pensava sobre, era ir embora. Christopher ainda me barrava, mas eu havia voltado a minha forma humana. Eu sentia raiva por conta da lua e odiava o fato de ele ter tirado minhas presas de mim, mas eu entendi depois que foi por um bem maior. O homem abriu um sorriso de canto conforme minha face ganhava uma expressão ainda mais confusa. Eu estava em meus pijamas, meus pés começavam a doer por conta da neve e eu sentia um frio dos infernos.
-Você vai ser o meu alpha?
Perguntei curiosa, mas tudo o que Christopher fez foi dar risada.
-Não, eu receio que não posso. Mas vou resolver isso. Aguarde.

Assim que um dos meus dedos se esbarrou contra o pulso do homem ao meu lado conforme caminhávamos submersos em um silêncio e em meus pensamentos, não pude evitar de sentir certo choque, certa reação no corpo que novamente me alarmou. Recuei um passo impedindo nossa caminhada e então o fitei, olhos levemente arregalados e minha melhor expressão atenta. Minha respiração se tornou levemente pesada e eu conseguia ver o vapor saindo da minha boca em traços brancos pelo ar. Minha raiva estava subindo, merda! Eu estava entrando em uma espécie de estado de defesa bizarro. Senti minhas mãos tremerem e então meu corpo reagir. Agora não, por favor, agora não. Fechei os olhos tentando me concentrar, mas era difícil. Agora ou eu seria atacada ou assustaria muito um humano de colônia peculiar.
-Quem é você? -Perguntei em tom quase sofrido, sentindo minhas mãos esquentarem nos locais das unhas. Eu podia sentir aos poucos garras crescendo naquela área. Soltei um grunhido de dor, levando ambas as mãos à cabeça. -E eu não digo o seu nome, eu digo o que é você.
Meus joelhos cederam e eu caí no chão, ajoelhada contra a neve fria. Minha cabeça doía e eu sentia a dor insuportável do meu corpo mudando, as costelas mudando de lugar, a coluna se ajeitando. Abri os olhos e pela visão completamente aguçada eu poderia dizer que não eram os meus, pelo menos não em cor normal. Me lembrei do dia de lua cheia quando havia me olhado no espelho e encontrado olhos amarelos. Meu corpo se arrepiou. Não, Deus! Por favor, não!
-Se você não sabe do que eu estou falando, então corra. -Grunhi de dor. -Mas se pode me ajudar, por favor! Faça parar!
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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Lorenzo G. Griffith em Qui Fev 19, 2015 10:25 am


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C
onfiar nas pessoas é sempre um exercício mais complicados para as pessoas, aquela garota não era completamente diferente dos outros, embora estivesse sendo durona e praticamente rejeitando a minha oferta de ajuda, aos meus olhos ainda parecia uma garota assustada como qualquer outra. Dei de ombros me conformando com o fato de ela não aceitar o casaco.

— Tudo bem, eu gosto do frio — apanhei a jaqueta do ombro, e continuei a segurando — É bom sentir assim.

Aquela situação me fazia pensar, nunca devemos julgar o acaso, pois quando ele bater a porta ninguém realmente sabe o que irá acontecer. Uma bela mulher aparentemente firme, ela poderia também ser uma boa companhia. Sua voz apesar de um tanto quanto precavida, exalava certa suavidade e doçura feminina, uma tentação venenosa que poderia danificar o coração de homens fracos. Vez ou outra eu me perdia nas passadas para encarar a garota, era estranho como de certa forma eu sentia que precisava cuidar dela, ajudar com seja lá o que fosse.

Ouvi por muitas vezes minha mãe dizer para mim e para os gêmeos, que eram meus irmãos mais novos, que o tempo curaria todas as nossas feridas, que com o passar dos anos seriamos pessoas melhores, mas não era assim que eu enxergava, fazer alguma coisa é que cura as nossas feridas fazer algo é que nos torna pessoas melhores, a única coisa que o tempo faz por nós é nos tornar mais velhos, aquela caminhada tranquila e em silencio fora interrompida pela minha bela companhia, que por acaso eu notei que não sabia nem o nome naquele instante. A garota se afastava enquanto eu tentava me aproximar.

— Você está bem?  — perguntava de pé a sua frente — O que você tem? — finalmente pude perceber, suas unhas se transformando em garras, a coloração de seus olhos mudando, a respiração pesada como se mesmo respirar fosse um ato difícil naquele momento. Eu entendia aquela dor, aquele sofrimento, me fazia lembrar o meu irmão mais novo na primeira vez que fora submetido a transformação e isso eu não podia ignorar. Sem medo do que pudesse acontecer me aproximei, pondo as duas mãos em seu ombro — Eu não vou a lugar nenhum, talvez eu seja o único que pode te ajudar.

Resolvi mostrar a garota que sabia o que estava acontecendo estendo a mão direita na frente do rosto, comecei a fechar os dedos, ouvindo as juntas estalarem, percebendo a temperatura subir, ela poderia ver as unhas crescerem e se tornando garras.

— Agora se acalme — puxei todo o ar que podia para os pulmões, sabia que ela ainda não poderia controlar aquilo, ela precisava de mim. Abria a boca com os enraivecido, liberando o mais poderoso rugido de alfa — RAAAAAAWR!

O rugido podia ecoar por entre as matas, mostrando as outras criaturas que estávamos ali, se eu tivesse fosse um inimigo aquela seria a hora perfeita para aparecer, ao menos eu sabia que o rugido espalharia toda e qualquer criatura que estivesse nos rodeando, olhava para a garota tentando entender o que se passava pela cabeça dela.

Lembrei dos meus irmãos, eu não deixarei que aquela garota tivesse de passar pelas mesmas situações que eu de descobrir como fazer tudo sozinha, botei as duas mãos em seus ombros e me pus a olhar diretamente em seus olhos.

— Você deve controlar isso e não o contrário. Eu já fui como você, já senti medo e a agonia, me senti como se apenas o instinto animal me guiasse, mas eu aprendi a controlar isso. Eu posso te ajudar a lidar com a transformação, tudo que precisa fazer é confiar em mim — sorri esperando não assustar a garota — Eu sou Lorenzo Griffith e sou como você.


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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Maya Dimitria Montgomery em Qui Fev 19, 2015 3:17 pm


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Eu sentia a dor dentro de mim, a contorção, a queima de todos os meus órgãos, a mesma sensação terrível que senti como quando na noite de lua cheia. Minha testa suava e eu não sentia mais frio, meus dentes estavam doloridos, pois em seus lugares agora estavam nascendo presas. Meus olhos se concentraram no estranho de olhos azuis que se ajoelhou diante de mim e então começou a falar coisas que eu não conseguia compreender. Eu estava atordoada e mergulhada em uma sensação ruim demais para que eu pudesse ver sentido em suas palavras e agora que ele me segurava, eu sentia raiva. Era tarde demais. Eu olhava para o belo estranho de olhos azuis, desejando joga-lo contra a neve e então cortar sua garganta com um movimento certeiro. Queria ver o sangue rubro se espalhar por meus dedos e arrancar cada um dos seus órgãos, talvez até mesmo fazer uma roupa legal para mim com eles. Meu coração batia forte e a adrenalina me tomou. No segundo seguinte, a visão das garras do homem chamaram a minha atenção. Ele não era humano, mas essa informação de nada me importou. Eu queria pintar o chão tão branco do mais brilhante vermelho agora.

Minha boca se abriu e dela apenas um rugido saiu. Meu coração acelerou, meu corpo esquentou e no segundo seguinte, tudo o que eu via era meu corpo disparando em direção ao corpo do homem, atacando-o como um leão ataca a sua presa. Porém, algo que eu realmente não previa aconteceu: Os olhos azuis se tornaram vermelhos, os belos dentes brancos se transformaram em presas e no segundo seguinte meu pescoço estava sendo agarrado e impulsionado para trás, lançando-me com força contra uma das árvores que tombou para o lado com o impulso. Ainda assim eu não senti dor. Me coloquei de pé para atacar de novo, mas o rugido fez com que meu corpo entrasse em combustão e então meus joelhos falhassem, jogando-me de costas contra a neve gelada. Minha respiração estava alta e meus olhos arregalados. Eu não tinha mais garras, não tinha mais os olhos amarelos. Eu estava normal e agora extremamente assustada com a figura diante de mim.

— Você deve controlar isso e não o contrário. Eu já fui como você, já senti medo e a agonia, me senti como se apenas o instinto animal me guiasse, mas eu aprendi a controlar isso. Eu posso te ajudar a lidar com a transformação, tudo que precisa fazer é confiar em mim. -Ele sorriu, por mais que nem mesmo se tomasse a forma de Johnny Depp seria capaz de me acalmar naquele momento. -Eu sou Lorenzo Griffith e sou como você.

-Você é um alpha. -Soltei quase como um sussurro, pensando comigo mesma. Eu não tinha noção de como era um alpha ou o que ao certo ele fazia, mas aquele homem havia sido forte o suficiente para mudar minha transformação com apenas um rugido, assim como Christopher havia feito na noite de lua cheia. Ele era poderoso, muito poderoso, então aquilo devia significar que ele era to alto escalão dos coiotes ou coisa do tipo. Lorenzo, ele havia dito se chamar. Fiquei atordoada por tempo demais para só então me tocar que ainda estava em silêncio. -E-Eu sou Maya. Você... É mesmo um alpha? Deus! Como você fez isso? Como pode mudar apenas os seus olhos e garras? Como controla?

Novamente tantas perguntas que eu esperava ansiosamente por respostas. Me coloquei de pé totalmente cambaleante, ignorando o frio que agora meu corpo experienciava com o baixo da adrenalina. Eu me recusava a me aproximar do homem diante de mim, mantendo sempre uma distância segura dele. Tudo bem que eu não teria reais chances em um combate com ele, mas ainda assim eu não queria arriscar, queria pelo menos ter a sensação de estar segura quando segurança era a última coisa que eu tinha. Prendi a respiração, cruzando os braços para guardar calor.

-P-Por favor. Eu preciso de re-respostas.
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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Scarllet Eleanor Sargent em Qui Fev 19, 2015 7:55 pm








take me down to the paradise


A
quele não era um maldito projeto de ciências! Era mais um tipo de "vá para a mata e se suje inteira" tipo de projeto! Os musgos faziam meus saltos escorregarem um pouco para os lados. Eu abraçava o caderno como se minha vida dependesse daquilo, e o nojo era evidente em minha face. Minhas sobrancelhas unidas, os dentes cerrados e os lábios imprensados um contra o outro. Meu cabelo estava preso à um rabo de cavalo, e eu esperava pelos deuses que toda aquela... sujeira natural não encostasse em minha roupa, ou aquela vaca gorda louca que dava aula de Botânica ia, com certeza, limpar minhas roupas com sua língua de ruminante.
Um suspiro saiu de meus lábios e eu parei em cima de uma pedra. Essa caminhada não seria tão ruim se eu estivesse com um par de tênis, ou algum garoto gostoso me acompanhando. Porém, a última coisa que eu queria fazer agora era descrever as plantas e suas características principais. Eu tinha mais o que pesquisar, eu tinha mais o que aprender, e antes de tudo, eu tinha mais o que treinar. Retirei o lápis da espiral do caderno e o abri na primeira folha em branco. As características dos musgos das árvores voavam pela folha, já que eu lembrava de cada detalhe que a professora tinha explicado na irritante última aula do dia.
Geralmente, na floresta só conseguia ser ouvido barulhos de gafanhotos e pássaros, mas não hoje. Hoje tinha um distúrbio anormal no meio da mata, e aquilo me incomodava um pouco. Uma sobrancelha se ergueu em meu rosto, e um uivo pode ser ouvido. Os pelos dos meus braços se eriçaram, e por um minuto, eu achei que sairia correndo dali. Mas não era hora. Era hora de procurar o que tinha sido aquilo, e ter algum tipo de resposta. Era hora de clarear algumas ideias.
Fechei o caderno e o coloquei debaixo do braço. Uma adaga saiu do bolso do meu short e a girei em meus dedos, dando passos cautelosos e rápidos até o barulho, e finalmente eu tinha conseguido ouvir algum resquício de voz que tanto me perturbava alguns momentos atrás. Minhas mãos se encostaram no tronco em minha frente, e eu fechei os olhos por um minuto. Eu queria tanto honrar minha irmã. Eu tinha, dentro de mim, que tudo se resolveria assim que eu matasse a criatura que tinha feito minha pequena sofrer tanto. Eu iria honrar a morte dela, e eu estava cada vez mais perto de fazer com que isso acontecesse.
Meus olhos se abriram e eu virei rapidamente para o lado, e, pela primeira vez, meu salto parecia realmente me sustentar direito. Mechas de cabelo loiras voaram em volta da cabeça da menina, e a confusão passou por minha face. A adaga rapidamente voltou para meu bolso, e ali eu podia ver Maya. Um semblante confuso e machucado passava pelo seu rosto, e isso, por um breve momento, me machucou. A garota era minha melhor amiga. Ela sabia de... praticamente tudo de minha vida. Tinha me ajudado com as cartas do meu pai, com os paparazzi, ía aos eventos chatos comigo, e eu não podia ter escolhido uma melhor amiga melhor. Maya só não sabia da parte perigosa de minha vida. Eu não falaria para a garota o que eu fazia, nem porque o fazia, e assim era o melhor jeito de continuar nossa amizade.
Maya?! Soltei seu nome em voz fina, com um pouco de dúvida sobre o que a loira estava fazendo ali sozinha. O que você está fazendo aqui? Não é hora da sua corrida, e você não está na minha aula de botânica, galega. Meus olhos seguiram os seus, e olhei para o loiro na frente de minha amiga. Ele não era seu peguete ou algo do tipo, mas certamente iria parabenizá-la depois.
Eu... interrompi alguma coisa?
We don't need your money, money, money We just wanna make the world dance Forget about the price tag Ain't about the (ha) ch-ching ch-ing Aint about the (yeah) ba-bling ba-bling Wanna make the world dance forget about the price tag


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Lari

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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Lorenzo G. Griffith em Qui Fev 19, 2015 8:16 pm


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The End Of The World

A
 transformação era uma coisa capaz de assustar qualquer pessoa normal, mesmo estando a tanto tempo fadado aquela maldição, eu ainda achava estranho ver acontecendo com outra pessoa, fiquei observando ela tombada reste ao tronco da arvore por um tempo enquanto seu corpo voltava ao normal. Em minha mente os devaneios de como uma garota com a idade dela iria reagir a tudo aquilo, descobrir esse tipo de coisa era sempre chocante, mas naquela idade e com aquele olhar que ela mirava em mim, eu sabia que ela precisava de proteção, de ajuda, de alguém. Sua voz saia meio rouca e atordoada, sabia que para ela era difícil entender a situação, me aproximei o pouco e me agaixei pondo a mão em sua bochecha e fazendo com que olhasse diretamente em meus olhos.

— Sim, eu sou um Alpha — sorria para a garota tentando demonstrar alguma fé nela — E eu posso te ensinar, tudo que você precisa e ter paciência.  — dei uma gargalhada ajudando ela a se levantar — De agora em diante estamos nisso juntos, eu já passei por tudo isso, eu sei como você deve estar se sentindo. O mínimo que posso fazer é ser seu amigo e aparecer por você quando você precisar, eu tive de passar por tudo isso sozinho, e não vou permitir que o mesmo aconteça com você.

Estava certo disso, o mínimo que podia fazer pela garota era lhe apresentar alguma esperança, mostrar que ainda podia ter uma vida normal, se é que dá pra considerar normal alguma das coisas que fazemos. A pergunta dela me fez imaginar por um segundo o que significava agora o fato de eu ser um Alfa, não era o cara mais esperto, não tinha grandes fortunas, não trazia a paz mundial no meu bolso, o que de fato significava ser um Alpha se não ajudar aquela garota naquele momento?


— Talvez eu não possa te dar todas as respostas de que precisa, mas eu posso te ajudar a encontra-las — olhava novamente em todas as direções, ainda estava preocupado com a segurança dela, ainda mais depois do rugido e de todo o barulho que causamos, se houvessem caçadores por ali eles já estariam a caminho — Me deixe te ajudar.

Nossa conversa fora interrompida no momento em que senti um cheiro, o barulho dos passos se aproximando, estava assustado com a possibilidade de encontrar alguém que pudesse nos atacar, não que eu não pudesse fugir com facilidade, mas era muito difícil imaginar Maya, que agora eu sabia o nome, fugindo de alguém naquele estado, travei os olhos na direção cheiro, pronto para um ataque furtivo caso visse a necessidade, mas tudo que vi foi mais uma garota se aproximando, outra de nós? Não, o cheiro não era de um coiote ou de um lobo, me parecia apenas uma garota indefesa de verdade dessa vez, o que me levava a me perguntar o que ela estaria fazendo ali àquela hora da noite, apenas balancei a cabeça negativamente com um sorriso quando ela nos perguntou sobre interromper algo.

— Na verdade já estávamos a caminho de casa, mas e você mocinha o que faz aqui?

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Lorenzo G. Griffith
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Re: Rio Eufigênio

Mensagem por Maya Dimitria Montgomery em Qui Fev 19, 2015 8:40 pm


Girls Just Wanna Have Fun

Ele continuava se aproximando de mim e eu estava ficando realmente desconfortável com isso. Dedo em minha bochecha, ajudas para me levantar, eu entendia que ele parecia preocupado comigo e que ter um bando para um alpha era tão interessante quanto para um ômega ter um bando, mas eu ainda sentia que não podia confiar nele cem por cento. Talvez fosse um sentimento comum em um mundo de caça e caçador. Meus olhos fitavam fundo os olhos azuis de Lorenzo conforme ele falava comigo e suas palavras fizeram com que meu coração amolecesse um pouco. Não era boa o suficiente para julgar a sinceridade em suas palavras, mas todo aquele discurso fazia parecer que ele fosse o meu pai, ou coisa do tipo.

Quando me transformei pela primeira vez, aquilo de fato passou pela minha mente: Eu tinha pais biológicos como eu? Era aquela uma maldição genética? Agora era como se aquele homem diante de mim pudesse me guiar, pudesse me criar como eu merecia ser criada. Eu não queria ser um monstro, se eu pudesse voltar a ser a mesma Maya de antes, eu iria, mas eu estava naquela merda agora e não havia muito que eu pudesse fazer senão jogar pelas regras. E a melhor forma de se ganhar um jogo é quando se tem um manual de instruções. Não pude deixar de evitar a abrir uma expressão de frustração quando ele disse que não poderia me dar as respostas e sim ensinar. Então ele iria fazer com que eu aprendesse a controlar os meus poderes? Ele faria isso?

-Por favor, me ensine como você consegue. -Falei em tom de sussurro, quase suplicante. -Eu não acredito nessa merda toda de sermos amigos, eu sei que no fundo há um interesse pela nossa relação alpha ou beta, mas eu não ligo. Eu só quero sobreviver.

Terminei, agora interrompida pela tensão que senti no corpo do homem diante de mim. Não demorou muito para que eu entendesse o problema e assim que fiz, senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Alguém se aproximava. Meu coração acelerou e por um momento resisti ao ridículo impulso de querer me esconder atrás de Lorenzo. Meus olhos se direcionaram à pequena colina quando dela, pares de saltos altos caros e cabelos castanhos surgiram, fazendo meu corpo cair em total alívio. Scarllet pareceu confusa ao me encontrar ali e pensando na situação, acabei por ficar extremamente confusa também. O que minha melhor amiga fazia no meio da floresta? Ergui uma sobrancelha, olhando-a cuidadosamente.

Como assim o que eu faço aqui? O que você faz aqui? -Fechei os olhos após escutar o que ela disse. Merda! Havia completamente me esquecido que ela tinha trabalho de campo da aula de botânica naquele dia. Isso significava que a floresta estava inundada de outros alunos malucos da escola. -Bem, eu vim hm... -Eu interrompi minha frase quando escutei a segunda pergunta de Scarllet que, em tom malicioso, perguntava se interrompia alguma coisa. Olhei de canto para Lorenzo em tom alarmado, só então percebendo a merda de cena em que havia me encontrado. Sozinha na floresta com um homem. Não pude evitar de me irritar com o sorriso de Scarlet e ficar ainda mais desacreditada com a resposta do menino de olhos azuis. -Espere... O que? -Olhei atônita para ele, percebendo que ele havia dito o que havia dito sem malícia alguma, mas minha amiga havia maliciado. Senti meu rosto corar completamente, cobrindo-o com a mão bufei.

-Tire essa merda de sorriso da cara, Scarllet. É lógico que eu simplesmente me encontrei com ele aqui por acaso! E eu estava perdida! -Minha desculpa não estava funcionando e isso estava me deixando mais tímida ainda. Eu odiava ficar sem graça porque essa era realmente uma reação que eu dificilmente tinha. Bati o pé em total frustração, cruzando os braços diante do sorriso irritante no rosto da minha melhor amiga. -Vamos Scarllet, não seja ridícula! Olhe só pra ele! Ele parece uma porra de um modelo da Abercrombie! Ele é ridiculamente perfeito! Definitivamente não é o tipo de cara com quem eu sairia ou levaria para a casa.

Abri um sorriso convencida de que aquela era uma boa resposta para só então pensar no que eu havia dito. Espere... O que?! Senti meu rosto esquentar novamente e soltei um gritinho de frustração, cobrindo o rosto com as mãos. Aquilo não estava acontecendo! Eu havia sido flagrada em uma situação constrangedora e inexplicável por minha melhor amiga e agora estava elogiando um coiote na frente do próprio. Eu tinha demência, aquela era a única explicação. Soltei um suspiro olhando para o céu e então fechei os olhos tentando acalmar meus pensamentos. Vamos lá, Maya...

-Nós já estávamos de saída. Cadê o resto do grupo?

Perguntei curiosamente, erguendo uma sobrancelha. Eu me sentia mal por mentir para minha melhor amiga e desviar a situação para foco nela, mas eu não tinha escolha. Eu não podia deixar que ela descobrisse o que eu era, isso poderia ser perigoso e ela me acharia louca. Doía, mas por hora, ela teria que esperar pelas verdades.
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Re: Rio Eufigênio

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