Ártemis V. Scherbítsky

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Ártemis V. Scherbítsky

Mensagem por Ártemis V. Scherbítsky em Ter Out 07, 2014 1:22 pm



Ártemis Volkov Scherbítsky

16 anos
Feminino
Médiuns
Poderes: unknown



“Não sei exatamente como começar essa história, talvez porque ainda esteja tentando lembrar do meu passado e quem eu realmente sou.”


Ártemis nascera na Rússia, tornando-se membro de uma família deveras conservadora e abastada de dinheiro. Fora criada do bom e do melhor, assim como sua irmã mais velha Cristal. Quando completou três anos de idade outro membro veio fazer parte de sua família: Nathaniel, que fora adotado.

Desde pequena Ártemis tinha uma sensibilidade diferente e especial. Durante a noite era visitada por uma garotinha, de cabelos loiros e um sorriso angelical, transformando-se em sua melhor amiga. O estranho era que ninguém podia vê-la, somente Ártemis. Sua mãe achara estranho o comportamento de sua filha, levando-a para igrejas na tentativa frustrante de recuperar a sanidade da pequena. Amava demais seus pais, então decidiu esconder o seu dom para que seus pais não se preocupassem.

Ela era quieta e centrada nos estudos, nunca ousando desobedecer aos pais e muito menos de aborrecer sua família ao contrario dos dois irmãos. Ela era a conselheira, a que puxava a orelha de Nathan toda vez que entrava em confusão e aquela que ouvia as lamentações de Cristal. Um exemplo de boa moça, aquela que era preparada para um casamento milionário e que não se importava com o seu destino pré-estabelecido só para ver a alegria dos seus pais.

Ao completar quatorze anos, sua vida mudou... Tudo mudou. Estava dormindo em seu quarto luxuoso, o vento sacudia as cortinas. Um vulto aproximou-se de sua cama, tampando seus lábios carnudos para que não gritasse. Lágrimas quentes saiam pelas orbes da jovem que tentava lutar contra aquele que a segurava com força. Tentou lutar contra o agressor, mas ele era muito forte, não dando espaço para que a garota fugisse, e foi então que sentiu algo pontudo afundar por dentro da sua pele na região do abdômen. Aquilo não era real, não podia ser. A dor insuportável veio acompanhada pelo liquido quente que jorrava do seu corpo, ensopando o lençol. Nesse momento de agonia que ela pode ver o autor de tamanha brutalidade em meio a escuridão – Nathanael. Seu mundo virou de cabeça para baixo e um sentimento terrível predominou em seu peito. Ela não sabia por que ele estava fazendo aquilo, mas não deu tempo para pensar, sua irmã adentrou o quarto, gritando para que Nathaniel parasse. Ele foi para cima da mesma jogando-a contra a parede. Ainda abalada, Ártemis tentou ajudar a irmã, mas Cristal suplicou para que ela fugisse. Ferida, ela caminhou aturdida no longo corredor, deixando a marca de sangue pelas paredes parando no quarto dos pais para pedir ajuda, porém o que vira fora aterrorizante: tanto seu pai quanto sua mãe estavam mortos sobre a cama totalmente ensanguentada, sua mãe possuía um corte na garganta, sendo este seu único ferimento, mas seu pai foi que mais fora mutilado, com várias pancadas no rosto, deixando-o irreconhecível, e o corpo possuía várias facadas. Assustada, correu para fora de casa, adentrando em uma floresta.

Tinha perdido muito sangue, sua visão estava turva e não notou o barranco que estava se dirigindo. Seus pés flutuaram no ar e ela caiu, rolando a ladeira e batendo a cabeça com força em uma pedra, desmaiada.


“Só recordo dos acontecimentos depois do meu acidente. Acordei em um quarto estranho, totalmente branco. A principio eu achava que tinha morrido e que finalmente estaria no céu, poderia ter a paz que tanto desejava. Infelizmente era apenas um sonho, o que não sabia, era que naquele dia começaria a vivenciar o pior dos meus pesadelos.


A garota estava aterrorizada, querendo tirar os aparelhos em torno do seu corpo. Foi necessário dois enfermeiros para conter a jovem, que chorava copiosamente, não sabendo onde estava ou quem era. Tudo tinha sido apagado em sua memória restando apenas um buraco fundo sem nenhuma lembrança. Dias depois, Cristal havia recebido alta e fora visitar a sua irmã caçula, porém o estado dela era deprimente, a ruiva suplicava para que as pessoas parassem de falar com ela, para que a deixasse em paz e sozinha, mas no quarto tinha apenas seu médico e sua irmã que era uma completa desconhecida. Ártemis começou a perder a vontade de comer, tendo vários surtos durante a noite, julgando que via pessoas machucadas andando pelos corredores pedindo ajuda. Os médicos então a diagnosticaram com esquizofrenia, e pelo fato de Ártemis não possuir ninguém maior idade na família, o indicado fora que a mesma fosse tratada em um hospital psiquiátrico – mais conhecido como manicômio.

Esse fora o ano mais apavorante de sua vida. Seu tempo era dividido entre ficar dopada pelos medicamentos e tratamento com algum psiquiatra. Aquele local era o show de horrores, e demorou um certo tempo para que se acostumasse com aquilo, se acostumasse com as pessoas desconhecidas que adentravam em seu quarto para conversar. Nesse período ela apenas ignorou o medo, guardando para si as coisas que via e assim apresentando uma melhora invejável. Se queria sair dali, precisava mentir. Quando completou seus quinze anos, finalmente, sua irmã tinha idade suficiente para ter a guarda de Ártemis e tirá-la de lá.



“Aos poucos, alguns flashs apareciam em minha cabeça, como cenas de um filme inacabado. Sentia que estava descobrindo pouco a pouco sobre mim, porém, quando estava prestes a relembrar de tudo, eis que as cenas desapareciam, deixando-me
perdida novamente.”


As duas irmãs mudaram-se para a Itália, na tentativa de se proteger do meio-irmão — um caçador — que queria matá-las. Aquela nova vida na tranquilidade e simplicidade, fez com que um pouco de alegria enchesse o coração da garota, que apenas queria ficar ali, no seu refúgio.


“Infelizmente, descobri da pior forma possível que finais felizes não passavam de conto de fadas...”


Um sentimento ruim apossou-se de Ártemis, e quando retornou a sua casa, viu que Cristal estava desesperada, arrumando suas malas para fugir novamente. “Caçadores”, fora esta a palavra proferida pelos lábios de sua irmã. A ruiva sentia que na verdade aquela palavra era resumida em um singular que apertava seu peito – Nathaniel. Não conseguia entender porque aquele garotinho risonho que a protegia estava indo atrás delas... Mas não era tempo para questionar sobre seu passado.


“Mudamos-nos para Nova Orleans, na esperança de ter um novo recomeço, sem caçadores, sem vingança, sem medo... Só que uma coisa dentro do meu peito está dizendo que aquilo estava longe de acabar.”


Ártemis
Russa
MP.

Ártemis V. Scherbítsky

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Re: Ártemis V. Scherbítsky

Mensagem por Christopher J. Eberhardt em Ter Out 07, 2014 2:17 pm

FICHA APROVADA
Parabéns, Ártemis. Sua ficha foi aprovada para o grupo Médiuns. Espero que se divirta, sempre seguindo as regras.

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Christopher J. Eberhardt
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