{FP} Aubrey Eleanor Sargent

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{FP} Aubrey Eleanor Sargent

Mensagem por Scarllet Eleanor Sargent em Dom Set 28, 2014 3:42 pm



Aubrey Eleanor Sargent

19 anos
feminino
Bruxas Voodoo
Poderes: Macumba com Galinha Preta
"22 de Setembro de 2014.
Olá filha. Sei que esse não é o jeito que você quer falar comigo. Na verdade, sei que você não quer olhar em minha face. Também sei que nesse segundo você está lendo isso com aquela sua expressão de "sem emoção" que eu tanto odeio quando você briga comigo. Por favor, peço que leia esse email até o final. Você, mais do que sua mãe, sabe o quanto eu precisava de você comigo. Você sabe o quanto sua ajuda foi importante para que eu desse a vocês tudo o que queriam, e sabe que as duas são as coisas mais importantes para mim. [...]"
Aubrey se recusou a ler aquela ladainha que tanto tinha ouvido nos últimos anos. Amassou o papel o mais forte que conseguia e jogou em uma mira certeira na lata do lixo, enquanto sua tia apenas a observava silenciosamente. A garota se encostou na cadeira e balançou negativamente a cabeça com um sorriso irônico no rosto. Não. Aubrey não era a típica história de rebeldia adolescente, onde as garotas não querem mais morar em casa porque os pais não as deixam pintar o cabelo de cores exóticas, ou a proíbem de ir a algum show. Ela, na verdade, não tinha esse direito de escolha. Ela não podia se rebelar porque ela era Aubrey Eleanor Sargent, filha de Angelo Enrique Sargent, o embaixador dos Estados Unidos na ONU. Nada mais queria fazer de sua vida a não ser invisível. Queria ser invisível para os pais, para as pessoas na escola, e principalmente para os repórteres que insistiam em ficar na porta de sua casa em um momento de crise mundial. Estranho, certo? Uma garota ter tudo o que uma adolescente quer com um piscar de olhos?
Tudo começou há seis anos atrás, quando sua mãe, Dominique, ficou extremamente doente após ter curado sua filha mais nova de uma terrível infecção. O que sua família não sabia, era que Dominique tinha trocado a sua própria vida pela da filha, para que a pequena Roxanne não moresse em seus braços. Até então, Aubrey Eleanor tinha a vida (quase) perfeita de qualquer garota: tirava notas altas na escola, participava do clube de matemática e das líderes de torcida. Em alguns meses se graduaria com honras e méritos muito bem projetados e ganhos com muito esforço. Porém, até então, o que Aubrey não sabia, era que sua mãe fazia parte do grupo de bruxas voodoo mais poderoso da cidade, e sua progenitora fez questão de apenas lhe contar isso em seu leito de morte.
(...)
"Você não tinha que ter ido embora". Esse era o pensamento na cabeça da menina, que se deparou encarando o caixão de sua mãe sendo enterrado a sete palmos do chão. Roxanne segurava em seu pescoço, como se sua vida dependesse disso, e Aubrey sentia as lágrimas da pequena garota em seu ombro. Abraçou a pequena mais forte, quase com medo que a pequena fosse escorregar de suas mãos, ou quebrar em mil pedaços se a soltasse agora. Seu pai a olhava sem derramar uma única lágrima, e tinha um olhar pensativo em sua face. O Senhor Argent não era o que chamamos de agradável, ou aquele que ganhava a caneca de pai número um. Aubrey levantou a cabeça, agora do túmulo coberto de sua mãe, e olhou nos olhos frios de seu pai. Naquele momento, por alguma causa ou razão, a garota sabia: Nada mais seria o mesmo.
Angelo não deixou as garotas terem um dia de luto. Logo que chegaram em casa, reuniu as duas em uma sala subterrânea, muito conhecida pelas meninas em dias que brincavam de esconde-escode, e sentou-se na maior poltrona na ponta da mesa, as duas garotas sentando ao seu lado. Roxanne ainda soluçava e esfregava os olhos, sem entender como seu pai não estava chorando em um momento tão trágico. Mas Aubrey sabia melhor. Colocou a garotinha em seu colo e encarou seu pai sem emoção, e uma única sobrancelha levantada.
"Agora que sua mãe foi embora, preciso de vocês duas para continuar meu trabalho. -Comentou friamente para as duas meninas como se ambas não tivessem acabado de perder a mãe. Aubrey respirou fundo e lembrou das palavras de Dominique uma semana atrás, falando para a garota recusar qualquer oferta de seu pai ou de qualquer pessoa que trabalhasse com ou perto dele. Segurou as lágrimas e observava cada movimento de Augusto, que pegava um envelope lacrado, com o nome "Aubrey e Roxanne Sargent" como destinatário em uma caligrafia de convites de casamento. -A mãe de vocês foi uma pessoa muito especial. Me apaixonei por ela aos quinze anos de idade, quando nem sabia que seria alguma coisa na vida. Sabe, meninas, há um ditado que diz "Atrás de um grande homem, existe uma grande mulher para guiá-lo". Esse ditado nunca foi tão certo."
Augusto jogou o envelope na mesa e se sentou mais uma vez, agora observando cada gesto da menina em sua frente. Roxanne olhava inocentemente da irmã para o envelope e vice versa. Aubrey soltou da garotinha e pegou o pedaço de papel escuro em cima da mesa e abriu o lacre, observando mais uma vez a caligrafia de sua mãe em um papel dobrado ao meio.
"Querida filha,
Espero que no momento que esteja lendo essa carta, já esteja com idade o suficiente para viajar para fora do país. Seu pai sempre foi ganancioso, pequena, e ele fará tudo o que precisar para conseguir o que quer fazer com os outros representantes do lugar onde trabalha. Eu preciso que você siga essas instruções com muito cuidado, e sempre vigiando de perto seu pai. Ele não tem nada de bom para oferecer a você, ou a sua irmã. E eis aqui, o que você vai fazer. Você trabalhará para ele durante dois anos. Fará o que ele quiser, pequena, e ele lhe dará tudo o que você quer, em troca de favores com os seus poderes de bruxa. Você fará representandes de países aceitar o que ele quiser, ou recusar o que ele quiser, e assim você conseguirá acabar seus estudos. Durante dois anos você fará isso, mas, em 2010, quando estiver com quinze anos, você pegará uma caixa que eu guardo dentro do meu cofre, e ali terá passaporte, dinheiro e duas passagens, para você e sua irmã saírem do país, e irem morar com sua tia Milena, nos Estados Unidos, e ela levará vocês para Cecille Damencourt, a Rainha Voodoo desse século, e lá você viverá. Não há uma alma no mundo que possa se confiar, Aubrey Eleanor. Você e sua irmã, agora, só tem uma a outra, e será assim pelo resto da vida de vocês. Cuidem-se e protejam-se. Não deixe que ninguém as sigam, pequena, seu futuro está em suas mãos.
Com amor, mamãe."

(...)
E assim Aubrey e Roxanne seguiram a vida, as duas por si, e por ninguém mais. Após fugir do pai dois anos depois, e ser acolhida pela tia, as garotas foram muito bem recebidas por Cecille. Elas agora tinham liberdade, e conseguiam ir para onde quisessem, quando quisessem. Por alguns anos, policiais e renomados seguranças do conselho da ONU tentaram levar as meninas de volta para a Inglaterra, mas com resistencia das duas e a tutela sob sua tia, as duas começaram a viver nos Estados Unidos como garotas normais. Claro, ao sair na rua, todos se perguntavam o que as filhas de Augusto Sargent faziam nos Estados Unidos, e o próprio pai respondeu a impressa como "garotas loucas que fugiram de casa sem nenhum motivo, assim como a mãe, que se matou por própria vontade". Agora, estudante de jornalismo e cantora nas horas vagas, Aubrey tinha um objetivo em sua vida: Ser tão boa quanto Cecille, para que um dia pudesse ficar em seu lugar. Claro, sempre se escondendo e muito misteriosa, Aubrey estudava tanto para a faculdade quanto para se tornar a Rainha Voodoo, ninguém a sua volta suspeitando da garota.
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Scarllet Eleanor Sargent
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