[FP] - Pixxie M. Hunterfox

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[FP] - Pixxie M. Hunterfox

Mensagem por Pixxie M. Hunterfox em Qui Set 25, 2014 8:30 pm



Pixxie

idade
sexo feminino
bruxas
Stuprum

"Meninas boas vão para o céu, meninas más vão aonde querem."


”Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias? Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la? Eu criei. Sou maluca pra caramba. Mas sou livre.”

Esta história não se inicia com o irromper do pranto de uma criança recém-nascida num dia especialmente distinto dos demais. Contudo, como alguns clichês se consolidam dentro de nós e dali recusam-se a sair, ela ainda desperta através das lágrimas de alguém. Substituindo os gritos alarmantes de um bebê, temos o lamento silencioso de um homem cobiçado, que decai sobre o cadáver da única pessoa que foi capaz de amá-lo com intensidade similar. Trevor Longstride chora pela perda de Arianna Hunterfox, sua falecida esposa. Ou melhor, sua falecida razão.

[…]

Anos passaram no formato de um turbilhão de recordações desprezíveis. Cotidianamente, na classe acadêmica, Pixxie testemunhava suas companheiras relatarem as desventuras de se ter uma mãe. Não que isso a fizesse exibir algum favoritismo por ter perdido a sua, pelo contrário; evidenciava a carência pessoal que nenhuma cédula de cem dólares poderia suprir. Bem, não se pode enganar a morte por muito tempo.

Trevor uniu-se matrimonialmente pela segunda vez. A sortuda? Uma suposta colega de Arianna, Miranda, que provocava náuseas na garota apenas lhe dirigindo uma frase. Tinham um filho juntos, o Frederic. Ele era abastecido com todo o afeto possível, fato duplamente invejado. Atracado em um estúdio cinematográfico por quase vinte e quatro horas, Trevor sequer fazia menção de um cumprimento à Pixxie. As breves transições entre intervalos do trabalho eram voltadas aos caprichos da madrasta e regalias do caçula.

A raiva vinha anexada de uma miríade de planejamentos. Todos entrelaçados por um elo em comum: revolta. Queria obter destaque naquele ambiente desigual. Disposta a assumir consequências de uma tragédia, Pix deixou-se conduzir pelo humor volátil.

O manto noturno revestia o céu, indicando uma noite gélida aos habitantes da extensa Birmingham. Ninguém ousara botar os pés para fora de casa - a brisa glacial, por si só, intimidava os desavisados. Enriquecida pela pigmentação luminosa das lamparinas, a Mansão Hunterfox comportava flocos de neve desfalecidos em sua telha ranzinza.

Uma silhueta volumosa perambulava pelos corredores durante a madrugada, imperceptível. Seus passos arrancavam baques surdos do assoalho. À medida que margeava o cômodo no vértice da galeria, sustentava a base de um gládio cartesiano.

A porta esgueirou, consentindo com o acesso de feixes incandescentes na saleta bronzeada. Frederic abalou os membros inferiores, transpondo-se ao estado de letargia. - Olá. - a voz sádica soou, empregada de vestígios de frieza. Um soluço custoso obstruiu a garganta do menino, abafando suas tentativas de manifestar-se. - Adeus - o braço armado estocou o ar, culminando no inserimento do punhal sobre o peito de Frederic. Seus músculos perdiam o vigor, a pupila esvaecia. O sangue caiu bem ao paladar da figura desconhecida assasina - ela o degustou como se fosse vinho.

[…]

O entardecer chorava como se soubesse o que estava acontecendo debaixo dos céus acinzentados por grossas e pesadas nuvens.

A chuva pesava, doía, caía como rochas nas costas dos que ali presente estavam. Era como ácido, corroía a alma. Disfarçava as lágrimas de cada um. Era como se houvesse uma desculpa para não segurar mais o choro - até os céus choravam naquela triste tarde de domingo.

No rosto de cada um, seus sentimentos, suas lembranças. Alguém morre, mas não morre sozinho. A pessoa morre cinco, seis, sete, dezenas de vezes, dentro de cada pessoa que cruzou sua trajetória de vida.

Morte.

O ponto final ou uma ponte final?

São várias crenças, cada um acredita em algo diferente. Cada qual acha que vai para algum lugar.

Alguns se consolam que é apenas um breve descanso para a “glória ao lado de Deus”. Outros acreditam que é apenas o fim de um longo, talvez até curto, aprendizado. Talvez um carma. Ou quem sabe o fim de tudo.

Alma? Espírito? Quais os conceitos disso, afinal de contas?

A marcha fúnebre cessou. Os primeiros resquícios de terra vedavam o caixão no subsolo. Mais que isso, vedavam um segredo condenado a ser eternamente secreto. - Eu te vingarei, irmãozinho. - uma lágrima serpeou as maçãs-do-rosto da jovem, fervilhando-a.


Juventude & Escândalos


”O escândalo do mundo é o que faz a ofensa. E pecar em silêncio não é pecar totalmente.”

O incidente de três anos atrás fora mascarado da mídia, escolha de Pixxie, que não conformou-se em ser ofuscada por algo tão natural, e convenceu o pai e a madrasta a esconderem tudo, mas de que modo? Talvez do mesmo que a figura desconhecida usufruiu para Fred não gritar de dor. O intocável brasão dos Hunterfox seria agredido pela crítica caso qualquer rumor ascendesse aos tabloides locais. Desde então, Pixxie sucumbia à sede insaciável por bebidas álcoolicas, aplacando uma insanidade anormal, fruto do contínuo uso de nicotina.

Embora os esforços do pai assegurassem sua privacidade absoluta, a falta de estribeiras condenava o porvir de uma clássica linhagem favorecida pelo sistema monetário.

Amante da alta velocidade, Pix aventurava-se nas piores motocicletas da cidade. E ”piores” não refere-se exatamente às condições do veículo, e sim ao senso moral de seus pilotos: cafajestes de primeira, traduzindo com precisão o termo ”badboy de cinema”.

Sexo selvagem. Afrodisíaco. Adorava sentir jaquetas de couro roçando seu rosto enquanto era penetrada. A fragância da viril transpiração masculina a atraía: na verdade, era o antídoto para seu apetite sexual inacabável. Num desses clímax rotineiros, foi flagrada pelas lentes de um paparazzi. O vídeo rapidamente tornou-se viral na internet; páginas da web famosas, como o blog de Perez Hilton, vulgarizavam o sextape.

O escândalo estampava a primeira páginas das gazetas de toda a Inglaterra. Divergências relativas à estabilidade psicológica dos Hunterfox eclodiam. A necessidade de uma válvula de escape jamais palpitou tanto.


Internato Montgomery


Manhã nublada, harmonizando com o coro da chuva que se espalhava sob os pneus trafegados a cada dez segundos na pista úmida. As núvens que faceavam o sol aderiam uma nova química às suas gotas, e quando despencavam, continham a essência luminosa. Era como se chovesse diamantes, nos quais as pessoas pisavam, desestimando a gratuidade com que lhes enriquecia a natureza.

Ana
Portuguesa
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Última edição por Pixxie M. Hunterfox em Sab Set 27, 2014 3:53 pm, editado 2 vez(es)

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Re: [FP] - Pixxie M. Hunterfox

Mensagem por Christopher J. Eberhardt em Sex Set 26, 2014 12:54 pm

Ficha Rejeitada.
Pixxie, querida, sua ficha está muito boa e muito descritiva, mas senti falta de informações importantes as quais você esqueceu de colocar para entrar no grupo desejado. Não disse de onde herdou os poderes, se já havia tido casos de bruxas na família anteriormente e não disse como os "descobriu". Esqueceu de falar também como descobriu sobre a Robichaux Academy e como foi mandada para lá, com se mudou para os Estados Unidos e coisas do tipo. Peço que edite essas imperfeições e me mande uma MP quando a ficha estiver editada. Obrigada.

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