[FP] Matteo F. Cazzoli

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Mensagem por Matteo F. Cazzoli em Dom Set 21, 2014 5:13 am



Matteo F. Cazzoli

20 anos
Masculino
Fantasmas
Poderes: Desconhecidos
A mediunidade foi-me dádiva desde que a lembrança paira meus pensamentos, sentir a presença do paralelismo de uma dimensão oposta e os seres que nela habitam sempre estiveram presente no meu desenvolvimento, por vezes vê-los e na maioria das ocorrência estuca-los tornou-se costumes nas horas mais inapropriadas. No entanto, uma habilidade que caracterizaria qualquer dos seres como introvertido teve efeito oposto em minha formulação psicológica, montando um conceito que beirava o filosófico, aprendi a mesclar ambas as realidades em um universo homogênico em que apesar de vistas em conjunto uma não interferia na outra, muito menos eram detentoras deste direito. Criado em meio a elite italiana, vivi em uma família com remanescentes aristocráticos. No mesmo território onde o meu dom se desenvolvia rápido havia ocorrido a inquisição, com a aparente falsa proposta de “caça as bruxas”, foi responsável por um catástrofe social que teve proporções continentes, as fogueiras atravessam o oriente queimando ideias de inovação e pessoas dignas de admiração, era neste território de domínio católico onde eu haveria que descobrir as formas certas de evolução espiritual sem que ofendesse e buscasse conflito com a crença dominante. Ainda jovem fui mandado à um internato Norte Americano, mais especificamente na cidade de New Orleans. Então a história do fim teve início.


[...]


O horizonte cor chumbo do entardecer era o véu que cobria nossas presenças, pude sentir seus lábios doces tocarem os meus e liberarem aquele sabor mel, inconfundível. Seu corpo miúdo junto a mim e a sensação de maciez que as mãos da garota proporcionavam sobre a minha face, me transportaram para um ambiente onírico, pude vislumbrar o interior das nuvens sem nem se quer deixar o chão enquanto o único céu que me era permitido tocar era o de sua boca. Minhas mãos lhe retribuíam carícias entre cada declaração, cada profundo e singelo gesto de sentimento era a porta de oportunidades para a criatividade. O destino era um livro não só de linhas tortas, mas também escrito em aramaico primitivo; apenas ele teria a capacidade de fazer com que a teoria taoista, que o símbolo dos opostos orientais, se personificasse em um relacionamento daquele gênero, uma bruxa e um mediuni unidos por um querer mútuo de gozar da eternidade juntos. As idas aos parques são as lembranças que melhor preenchem meu consciente, Não lhe arranco flores pois a sua sutileza é tal que não seria honra matar por um presente, pelo contrário, lhe dou um jardim de rosas repletas de vida como o nosso sentimento, onde cada uma delas vive pelo seu querer e em prol da sua existência. Indaguei sentado junto a ela no meio de um mar de rosas que fugia do alcance de nossas visões. As caminhadas em torno do lado enquanto observávamos quietos a incidência do sol sobre a água, não era necessária uma palavra sequer para nos unir, nossas mentes estavam em sincronia, onde um breve sorriso era convite para uma cadeia de reações que sempre tinham fim em um beijo que nem mesmo Shakespeare teria a capacidade de descrever o envolvimento mútuo de sentimentos. No entanto, qualquer que seja a divindade existente e gestora deste banal e repulsivo universo, não se encontrava contente com a situação em que ambas as suas criações haviam chego. O jogo de xadrez da vida me pôs em cheque, e meu passo mal  analisado me levou a pagar caro por aquele deslize. Dois anos de um mundo perfeito se passaram, e com a aquela chama queimando incansavelmente dentro de mim, a água para apagá-la surgiu. Clarice, diferente de todas que eu já havia vislumbrado, minhas retinas fatigadas não captaram as reais intenções por trás da aproximação; nossos corpos se envolveram naquela noite de verão, sobre o lençol branco suamos, entramos em um estado carnal tão intenso que aproveitamos do prazer mais intrínseco já obtido, nem o cantos dos pássaros na manhã seguinte foram o despertar daquele estado subconsciente e impulsivo que nos encontrávamos. A consciência despencou como âncora, me incomodou o fato da traição, um ato tão repulsivo que me motivou a desmascaras aquela pífia encenação.


[...]


A última de minhas lembranças; ela correu para me receber nos portões da Robichaux Academy, seu sorriso branco e angelical logo abaixo daqueles cabelos loiros que bailavam junto ao vento, os lábios vermelhos em contraste com a pele branca quase translúcida. Meu coração acelerou. Aquela noite estava fria e a academia encontrava-se vazia devido a um feriado ocorrido no dia anterior, ela havia decido permanecer na cidade apenas para me ver... Vejam a frustração que eu lhe causaria, quem sabe fosse melhor... Não, ela não merece isso. Não era humanamente possível que eu mantivesse as atitudes normalizadas, os risos e as brincadeiras não compunham a nossa conversa que mais paria um monólogo por parte dela. Sentamos em um banco logo abaixo da janela leste do grande edifício, e lá lhe contei; as primeiras palavras foram travadas, no entanto, em seguida surgiu o desespero, o choro dela transformou-se em ódio e em um perfil psicótico que não lhe era característico. Primeiro veio o choque, em seguida a dor, pude sentir o metal furar-me a epiderme e em seguida todos os outros conjuntos de tecidos até chegar ao pulmão, me inclinei sobre as costelas mas foi em vão, ela ria e prosseguia com os golpes frios enquanto minhas orbes não captavam mais nada além da perdição na escuridão que surgia gradualmente. Não me desesperei, apenas sorri carismático como um gesto breve se redenção, apreciei a morte como ela havia de ser, da forma escolhida pelo mesmo ser regente do tempo. Agora, bom... Me levantei do banco e caminhei lento pela trilha que havia feito momentos antes do óbito; já havia virado um costume ritualístico ir até ali, sempre ao mesmo horário, e recordar-me o quão banal e influenciável poder vir a ser a mente humana.
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Re: [FP] Matteo F. Cazzoli

Mensagem por Christopher J. Eberhardt em Dom Set 21, 2014 2:16 pm

Ficha APROVADA!
Meus parabéns! Adorei a narração, muito bem escrita e a forma com que você contextualizou a sua história. Seu espírito estará preso à Robichaux, então poderá postar em local algum senão as áreas do prédio. Seja bem-vindo e tenha um bom jogo, sempre visando as regras!

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